terça-feira, 27 de novembro de 2012

ÚLTIMAS PALAVRAS


Encerrando um ciclo importante e necessário da minha vida, decidi escrever não mais sobre sentimentalidades, mas sim sobre o que efetivamente toca meu coração agora.
Minha mente andou confusa. Há tempos alterno sentimentos contraditórios. Mas nos últimos dois meses, estou surpresa comigo.
Há uma paz não sentida antes. Há uma solidão planejada, desejada.
Ando me perguntando onde está todo aquele amor?
Um amor que me sufocava, me consumia, um amor-agonia...
Dois meses após o final dramático de um romance que entre idas, vindas e muitos quilômetros durou um ano e meio... estou querendo saber onde coloquei todo aquele amor, toda ausência, saudade, toda dor.
Já o senti algumas vezes muito próximo. É como se os seus pensamentos magnetizassem os meus.
Perco-me em pensamentos turvos. A rua das brisas vai acontecer sem ele!
Raiva daquele dia, daquela fraqueza e do seu próprio preconceito.
Senti raiva por ter-me deixado partir com tanto amor.
Ele cumpriu seu papel, deixou-me cair e não olhou para trás, seguiu em frente.
Eu, alternei meus pensamentos entre a crença e o desejo que ele voltasse, olhasse para trás, quisesse recuperar o que deixou partir.
Vi insegurança nos seus gestos, me decepcionei com seu silêncio.
Tudo terminou da mesma maneira que começou. Puto e pudico duelando. O puto venceu, estendeu sua mão e recebeu seu pagamento como na primeira vez.
Sei que nada acontece por acaso, por isso minha passividade.
Queria lhe dizer:
“Seguir em frente sem olhar para trás não é sinal de força. Tropeçar, cair, levantar, olhar ao redor, recolher o que é importante e somente então seguir. Os fortes não caminham sozinhos. São generosos. Dividem sua essência, partilham seus conhecimentos, seguem seu destino sem relutância, crentes num amor maior que desenha seus próprios passos. Os fortes amam e se permitem serem amados. Desistir do amor é desistir de si próprio...”
Desejo-lhe hoje o que tantas vezes já lhe desejei... luz para os seus olhos, discernimento aos seus ouvidos, sabedoria para seus lábios, paz em seu coração. Que tudo isso junto lhe traga felicidade!
Ciclo fechado. Vida nova gritando. E a certeza de que nada foi em vão porque mais insano seria não amar...

Adriana ToRRe

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

SAUDADES DO MEU FUTURO...

Sinto saudades de ti, de tudo o que vivemos, mas inexplicavelmente sinto muito mais pelo que ainda iríamos viver.
Saudade daquele começo de semana, onde os quilômetros diminuíam à medida que minha ansiedade aumentava.
Saudade do trabalho corrido pra logo mais eu me preparar inteira pra você.
Saudade de toda expectativa criada a cada novo encontro. Do caminho que eu já havia aprendido. Do toque no celular e do coração disparado em frente ao teu portão.
Saudade daquele latido e da fiel companhia do cão mais lindo que eu já conheci.
Sinto saudade do primeiro abraço depois de 15 dias sem se ver.
Saudade da nossa companhia, do cotidiano doméstico, do passeio de carro, de escolher frutas no mercado, do teu sorriso.
Saudade das horas na mesa, das histórias do sul e da tua família que mesmo sem conhecer eu quis fazer parte.
Saudade de ter notícias do seu pai, sobre a saúde do seu sobrinho, o novo bebê que está a caminho, da mudança de sua irmã...
Saudade do pote de mel que você encomendou pra mim.
Saudade das tuas perguntas sobre nós e das tuas dúvidas sobre o meu amor.
Saudade de ir pra cama, só pra continuar a nossa conversa, só pra me deitar nos teus braços, só pra olhar pra tua cor contrastando com a minha.
Saudade do tesão intenso que eu tinha por ti e da certeza que era só no teu corpo que o meu se aquietava.
Saudade de dormir de conchinha e daquele galo dizendo que já era hora de acordar.
Saudade do café da manhã que você fazia pra nós e do principal ingrediente que o deixava ainda mais saboroso: o amor.
Ah! Saudade do amor que eu alimentei por você. Saudade do amor que desejei que você tivesse por mim.
Saudade da alegria de saber que ainda tínhamos mais um dia.
A despedida também me traz saudades, porque ela sempre teve o tom da volta, a esperança do reencontro.
Saudade de todas as músicas que me levaram de volta pra casa pensando em você. De todos os sorrisos que espontaneamente esbocei quando me lembrei de nós.
Saudade de esperar tua mensagem sabendo que ela viria, mesmo que demorasse.
Saudade dos planos que eu fazia toda semana esperando que você aceitasse.
Saudade de te encontrar aqui e te mostrar que no meu mundo cabia você.
Saudade do treino, do clube, da piscina, da água gelada e do sol aquecendo nossos corpos.
Saudade do açaí antes de pegar estrada de novo.
Saudade de todos os meus argumentos pra te convencer que ser amado é delicioso.
Saudade das madrugadas de sexta-feira em que, enquanto você trabalhava, eu te pedia em casamento. Saudade dos teus “sins” e dos “lógicos”.
Saudade da rua das brisas e de todas as alterações que ainda faríamos no projeto da nossa casa.
Saudade da área, da cadeira e do chimarrão. Saudade da nova família.
Saudade da casa que ainda não existe, lar de um amor que não sobreviveu.
Saudade de soltar pipa e de admitir pra minha filha que eu realmente gostava de você.
Saudade da água de Ibirá e do churrasco gaúcho naquela tarde em que viveríamos 100% qualidade de vida.
Saudade de todas as viagens que não fizemos, mas que planejei uma a uma.
Saudade de Valença, de Bagé, de Porto Alegre, do Guarujá e de Paris.
Saudade de visitar o Museu da Aviação, te filmar no long e do passeio de moto que você me prometeu.
Saudade de te deixar ir trabalhar e continuar dormindo.
Saudade da comida japonesa, do frango, da batata doce e até da esquecida tequila.
Saudade daquela dança que você nunca fez pra mim. E da mídia que transformou meu corpo com teu incentivo.
Saudade da mulher apaixonada que fui, do amor que desejei, do homem que implorei que você fosse pra mim.
Saudade de me esquivar de uma cantada, de recusar qualquer convite porque eu tinha você.
Saudade da lealdade que tive com a nossa história e de me surpreender com as suas mudanças.
Saudade dos últimos 600 dias.
Hoje, tentando entender como seria possível sentir saudade de tantas coisas que não vivi, chego à conclusão que tudo foi vivido em plenitude dentro de mim.
No auge da minha loucura, vivi a história que somente eu alimentei. Acreditei num amor que só vivia em mim, acreditei em você que não existia, salvo nos meus sonhos, salvo nos meus desejos, exceto no meu futuro incerto.
Sinto saudade do espaço que você ocupava, do amor que eu lhe dediquei e do homem que você poderia ter sido.
Saudade de um amor plantado e nutrido somente no meu presente.
Saudade sim, de um amor sem futuro.

Adriana ToRRe

quarta-feira, 25 de julho de 2012

NOCHE CALIENTE

Uma nova cor estava surgindo naquela noite. A vida antes acinzentada, agora se alternava com um brilho fluorescente, uma tonalidade alegre, cercada de pigmentos de paz.
O ritmo latino tomou conta da noite, primeiramente na voz que entoou canções inesquecíveis, depois, nos imprevistos e na nostalgia que tomou conta da multidão.
Embalada pela profundidade da canção, ela pensou nas infinitas possibilidades daquela noite.
A tendência “caliente” continuou e o destino era conhecido. Naquele lugar já havia ocorrido cenas de um amor insano.
A noite, a princípio, já parecia completa. Ela estava extasiada com tudo de melhor que presenciou até então.
Mas a sensação de procurar alguém que certamente não estaria ali a coibiu de abrir seus olhos por algum tempo.
Quando tomou consciência de que a única coisa que poderia viver era o que já estava vivendo, quis partir.
Uma última volta pra se despedir do ambiente e de repente seus olhos se abriram para um sorriso verdadeiramente belo.
O ritmo era quente, embalado por salsa e merengue.
O doutor da noite estendeu-lhe a mão e puxou-a para dançar.
Alguns passos e a música os unia ainda mais. O envolvimento era contagiante e o toque deliciosamente doce.
Apresentados, entrelaçados... Brindaram,dançaram, sorriram tanto e beijaram mais.
A sensibilidade estava à flor da pele e o entrosamento era perfeito.
Beijos, carinhos, afagos, dança, abraços e uma despedida que não aconteceu.
Ele fez escolta, ganhou a confiança dela e juntos viram o dia nascer.
Ela entendeu... quando tudo parecia sem sentido, entendeu que as pessoas vão chegando em nossas vidas na medida em que abrimos nossos olhos, nossas portas, nosso coração.
Esta pode ser apenas mais uma página no livro de sua vida, uma página que inevitavelmente lhe causa sorrisos, mas também pode ser um novo capítulo.
Tudo depende do aprendizado que provoca e do desejo de cada um em ensinar e aprender.
Se ela aprendeu algo? Lógico que sim, especialmente que há homens diferenciados e por seus gestos merecem o que de melhor uma mulher pode oferecer.
Ela também aprendeu a não gastar energia à toa, a focar, a dar o melhor de si tão somente a quem faz por merecer.
Se esta história continua?
A versão romântica ainda veremos, mas a versão aprendizado, esta sim, não pára nunca.
"A ella le gusta la idea de encontrar un nuevo amor y ama aún más a pensar que cualquiera puede hacerlo, su gran amor".
Vivi Morales

quinta-feira, 14 de junho de 2012

ERA PRA SER ASSIM...

Ando pensando em como a vida muda de rumo sem muitas vezes nos darmos conta.
Situações simples, acasos, coincidências, desencontros... A qualquer momento o caminho pode mudar e todo resto da sua vida será uma nova vida.
Conheço histórias sensacionais em que foi necessário muito pouco para que daí em diante tudo fosse diferente:
ü  Uma frase;
ü  Um susto;
ü  Um início;
ü  Um esforço;
ü  Uma propaganda;
ü  Um vestibular;
ü  Uma praça;
ü  Uma demissão;
ü  Uma entrevista de emprego;
ü  Um olhar;
ü  Um término;
ü  Um recomeço;
ü  Uma certeza;
ü  Uma emoção;
ü  Uma dor;
ü  Um orgulho;
ü  Uma crença;
ü  Uma luta;
ü  Uma desistência;
ü  Um arrependimento;
ü  Um adeus;
ü  Uma esperança;
ü  Uma coragem;
ü  Um sim;
ü  Um não;
ü  Uma decepção;
ü  Uma omissão;
ü  Um tratamento;
ü  Uma tentativa;
ü  Um novo lugar;
ü  Uma carona;
ü  Um anúncio;
ü  Um show;
ü  Uma paixão;
ü  Um desejo;
ü  Uma busca;
ü  Uma música;
ü  Uma migalha;
ü  Uma constatação;
ü  Uma verdade;
ü  Um aprendizado;
ü  Uma leveza;
ü  Uma surpresa;
ü  Um “eu te amo’;
ü  Um banquete;
ü  Uma viagem;
ü  Um avião;
ü  Um ônibus;
ü  Uma mudança;
ü  Um bilhete;
ü  Uma mensagem;
ü  Um encontro;
ü  Uma loucura;
ü  Um hotel;
ü  Um motel;
ü  Um medo;
ü  Um querer;
ü  Um quarto;
ü  Uma cama;
ü  Uma mesa;
ü  Um café da manhã;
ü  Um shopping;
ü  Um clube;
ü  Uma comida (japonesa);
ü  Uma madrugada;
ü  Uma história;
ü  Um ombro;
ü  Uma risada;
ü  Um sonho;
ü  Uma meta;
ü  Uma dúvida;
ü  Uma perda;
ü  Uma volta;
ü  Uma metade;
ü  Um inteiro;
ü  Um ciúme;
ü  Um esclarecimento;
ü  Uma mudança;
ü  Um carinho;
ü  Uma receita;
ü  Um chamego;
ü  Um beijo;
ü  Uma ausência;
ü  Um despudor;
ü  Um passeio;
ü  Um espetáculo;
ü  Um jantar;
ü  Uma aliança;
ü  Uma promessa;
ü  Uma afinidade;
ü  Uma felicidade;
ü  Um voto de confiança;
ü  Um amor insano.
Você pode ter vivido uma, várias, todas ou tantas outras situações e cada uma delas definiu uma nova direção e cada uma delas te levou para a próxima e sem querer a história foi sendo contada.
Assim é a vida, sutil e ao mesmo tempo intensa. Assim são as infinitas possibilidades.
Todos os dias fazemos uma infinidade de escolhas conscientes ou não, e estas escolhas são capazes de nos surpreender.
Predomina um toque divino naquelas situações em que tudo era controverso, mas no final, o resultado é muito melhor do que se imagina.
Sim, eu tenho certeza da providência “lá de cima” que nos coloca justamente onde deveríamos estar, que traz e leva pessoas de nossa vida, que todos os dias opera pequenos milagres em nossa rotina, tudo nos chega como presentes.
Muitas vezes não os reconhecemos, mas são presentes que devemos aceitar porque cada um deles forma um pedacinho da nossa história e um, leva ao outro e de presente em presente o futuro vai sendo desenhado do jeito que é pra ser.

Adriana ToRRe  

terça-feira, 22 de maio de 2012

POR VOCÊ!

Hoje, no trânsito caótico, em meio à imensidão de veículos, pessoas, barulhos, sinais, diante da sensação do tempo voar enquanto eu estava, inversamente, parada... uma música conhecida me fez pensar:  Por você, eu dançaria tango no teto, eu limparia os trilhos do metrô, eu iria a pé do Rio à Salvador; Eu aceitaria a vida como ela é, Viajaria a prazo pro inferno, Eu tomaria banho gelado no inverno. Por você...”
Certamente o compositor desta canção estava amando quando a escreveu, ou no mínimo conhecia seus feitos; não há outra explicação para o desenrolar da melodia, senão, um estágio puro e simples de amor. Ele continua... Eu mudaria até o meu nome; eu viveria em greve de fome; desejaria todo o dia a mesma mulher; Por você...”
Há quem diga que pra tudo há limites, mas então qual é o limite do amor?
Não estou falando do amor fraternal, maternal ou aquele que aprendemos sobre amar o nosso próximo.
Estou falando do amor que transcende o entendimento, aquele que sentimos por alguém estranho a nós, que pouco conhecemos, mas que nos leva a desejar profundamente.
Um amor que os olhos não vêem porque quem enxerga é a alma.
Um amor que faz sorrir porque transborda, invade e toma conta.
Há limites pra amar?
Distância, tempo, trânsito, cansaço, chuva, frio...
Não, não há, se o amor é nutrido, bem cuidado.
Se o esforço é recompensado pelo carinho, pelo cafuné, pelo afago, chamego... se não basta aos dois somente conversar, se a eles é necessário varar a madrugada falando e ouvindo, e rindo e se deliciando com as histórias que os fazem conhecer um pouco mais de si, relembrar bons tempos, se emocionar...
Não há limite para o amor, se o desejo de conhecer o outro, ultrapassa o físico, se não é só de pele que se alimenta o desejo, mas se deseja a alma... doce, livre e feliz.
Quem limita o amor está fadado a viver pela metade. Mas eu, ah, eu quero viver inteira!
Entregar-se ao amor, já constatei, é saltar em queda livre. A sensação é única, os sentidos se aguçam, há medo, frio na espinha, vontade de parar, mas não tem volta, será necessário ir até o final, num passeio lento, apreciando cada forte emoção, respirando fundo, chorando, sorrindo, aprendendo, vivendo como se não houvesse final.
Você perde o controle sobre muitos de seus atos.
Alguns poderiam dizer, mas isto aí é paixão! Seria! Se este amor não tivesse sobrevivido ao tempo, às diferenças, à distância, às idas e vindas...
Por você... eu amo! E a paixão deixou um toque de prazer, um desejo ardente. Sinto-me completa porque te desejo loucamente e te amo com a mais profunda paz da minha alma.
E quem pode dizer que meu amor tem limites? Se você o inspira e o alimenta todos os dias...

Adriana ToRRe

quinta-feira, 26 de abril de 2012

EU TE AMO!

Um pensamento feliz, um convite despretensioso, uma possibilidade... e tudo aconteceu.
As mesmas sensações deliciosas, mas agora sob outro ângulo.
Agora, de peito aberto, consciente do tamanho da vontade de viver a melhor de todas as infinitas possibilidades.
Tanta coisa pra contar... momentos incríveis de uma história que caminha por si só.
E não adianta planejar, insistir ou desistir... a história de nós dois tem autonomia, vontade própria e desdenha com minha razão.
E por falar em razão, a deixei ir embora quando entendi que com você tudo faz mais sentido, os dias tem outra cor, as noites tem outro sabor. Qualquer problema se dissipa quando sorrio com teu sorriso e me acolho no teu abraço.
As coisas mais simples se tornaram muito importantes... andar de mãos dados, fazer compras no mercado, passear pelo shopping, pela rua, cozinhar, dormir, acordar, nadar, conversar, sorrir, sonhar, amar...
Uma avalanche de sentimentos e uma única certeza, ele me move!
Para cada um relacionar-se tem um sentido diferente. E o amor cativa seu lugar de acordo com as experiências que se viveu e das expectativas que se criou.
Confesso... admitir que voltei a amar levou certo tempo.
Mas me jogar nessa imensidão de sentidos formada por três palavrinhas... isto há muito eu não fazia.
EU TE AMO!
Ah! Eu esqueci o impacto que um “Eu te Amo” causa. Não em quem ouve, mas em quem diz.
Fui eu quem disse! E neste momento iniciei meu “Eu te Amo em Queda Livre”. Me joguei Amor, como era pra ser!
Agora sim, esse amor é escancarado, sem pudores e sem temores.
A ti, precisa me dizer se há espaço na tua vida e se quer ouvir todos os “Eu te Amo” que eu tenho para falar.
Há tantas escolhas, mas contigo quero priorizar a felicidade. Deixar de lado todos os pensamentos individualistas, feministas, retomar o romantismo... simplesmente acreditar!
Proponho minha mão colada na tua, nosso caminhar lado a lado, troca de carícias, cumplicidade de olhares, sorrisos fáceis, sonhos em comum, um amor gostoso, regado por todos os “Eu te Amo” que estão por vir.
Adriana ToRRe